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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pecuaristas do Norte Araguaia têm prejuízos com a venda da produção

No Nordeste de Mato Grosso, região detentora do maior rebanho do estado com 6 milhões de cabeças, os produtores têm dificuldades para comercializar a produção. Uma crise comercial instalada na região, que começou com o fechamento de cinco unidades frigoríficas das sete existentes, está impactando negativamente no bolso do pecuarista. O número de animais na região representa 20% do total previsto para o estado, de 29 milhões de cabeças.

Mas é da porteira para dentro que os prejuízos ganham maior proporção. A mortalidade das pastagens é mais um dos fatores que contribuem para a baixa rentabilidade. E a região, que no passado tinha o gado mais valorizado de Mato Grosso, hoje, o preço da arroba do boi gordo em municípios como Vila Rica e Água Boa (respectivamente, 1.276 km e 736 km de Cuiabá) está cerca de 4% mais baixo que a média aplicada no estado.

O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, acrescenta que os produtores da região terão mais um motivo para se preocupar. Isso porque no último levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foi apontado que a concentração do abate de animais criados em confinamento será maior do que no restante do estado.

“Faltam indústrias para abater o rebanho”, diz Vacari. Ele lembra que a região já chegou a ter sete frigoríficos, sendo dois em Barra do Garças e cinco nos municípios de Nova Xavantina, Água Boa, Canarana, Confresa e Vila Rica. Vacari destaca que o Nordeste mato-grossense sempre foi privilegiado com a questão geográfica por estar próximo a regiões consumidoras como Goiás.
Do G1 MT

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