A relação
de troca entre o preço da vacina adquirida pelo pecuarista de Mato Grosso para
a campanha contra a febre aftosa e o valor pago pela arroba do boi gordo no
estado atingiu em abril o melhor patamar de troca dos últimos quatros anos,
indicou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A menor
despesa na hora de adquirir o insumo proporcionou a aquisição de mais doses por
cada arroba do animal, explica Carlos Ivam Garcia, analista de mercado.
"Na
condição de troca, a moeda de troca para o pecuarista é a arroba do boi gordo.
Quer dizer que com a venda hipotética de uma arroba do animal quantas vacinas
eu consigo comprar", pontuou o especialista.
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De acordo
com o Imea, a melhor relação de troca registrada no mês passado pode ser
explicada pelo fator mercado. Em abril, o preço médio da dose atingiu R$ 1,16 e
acumulou desvalorização de 19,2% em 12 meses.
Enquanto
isso, o preço médio pago pela arroba do boi, no mesmo período, recuou 8,4%.
Conforme explica Garcia, mesmo com a menor remuneração ao produtor, a queda no
preço da vacina tornou-se maior e contribuiu para que a relação de troca entre
os produtos passasse de 64 doses por arroba em abril de 2011 para 72 doses por
arroba em 2012.
"O
ideal é sempre diminuir o custo do insumo e ter a melhor remuneração pelo boi
gordo. Houve esta vantagem porque ocorreu queda da arroba do boi no mesmo
período. Essa variação é pontual e neste mês de vacinação apresentou queda.
Mas, em geral, não observamos isso", complementou ainda Carlos Garcia, do
Imea.
O
contexto geral mencionado pelo especialista leva em conta as despesas totais
que incidem sobre o pecuarista na hora de adquirir as vacinas utilizadas. Em
Mato Grosso, mais de 12 milhões de animais devem ser vacinados contra a aftosa
na etapa de maio e que abrange animais com até 24 meses. De acordo com os
cálculos da Associação dos Criadores do Estado (Acrimat), o investimento deve
atingir nesta fase R$ 15,3 milhões.
Leandro
J. Nascimento Do G1 MT

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