sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Indios karajás comemoram os festejos do Aruanã em Santa Terezinha

A população indígena de Santa Terezinha, cidade localizada no extremo Norte Araguaia em Mato Grosso, viveu na ultima semana um dos mais importantes eventos da cultura karajá.
Os índios da aldeia Itxalá que fica localizada a 38 quilômetros da sede do município e da aldeia Macaúba que fica a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade,  comemoraram a Festa do Aruanã.

O evento é a mais tradicional festa dos índios karajás e tem por objetivo comemorar o ciclo de vida dos índios, as comemorações contaram com varias competições como luta entre aldeias, natação, arco e flecha, futebol e apresentações culturais.
A festa é muito especial, pois reúne todas as aldeias karajás da região, eles se pintam, dançam, e cantam musicas que mostram verdadeiramente suas  raízes e origem.
A assessoria do município de Santa Terezinha informou ao Jornal da Noticia, que um dos pontos altos da festa foi o Casamento Tradicional Karajá, a atração cultural que há muito tempo não estava sendo realizada pelos indígenas, e que voltou a ser celebrada.
Não índios, autoridades e turistas que foram prestigiar o evento ficaram encantados com a oportunidade de vivenciar um casamento em uma Cultura totalmente diferente.  
O Prefeito Cristiano Gomes (PT) e a 1ª Dama, Janete Soares, marcaram presença na festa, Cristiano disse que o evento é de suma importância para o fortalecimento cultural dos indígenas e também para o turismo, pois mostra a verdadeira cultura karajá.
Os karajás dividem-se em trezentos subgrupos que também correspondem aos três dialetos por eles falados: os carajás propriamente ditos, os javaés e os xambioás (por vezes, referidos como karajás-do-norte). Eles se autodenominam inã, que é um termo comum aos três subgrupos.
Algumas classificações consideram os javaés como um grupo bastante distinto, embora eles partilhem a mesma cultura e a mesma vida ritual dos karajás e xambioás, apenas se distinguindo por alguns detalhes.
Habitam, tradicionalmente, as margens do Rio Araguaia, a partir da cidade de Aruanã, no estado de Goiás; a Ilha do Bananal, onde se concentra o maior número de aldeias, até as aldeias xambioás, já no estado de Tocantins, próximo do município de Santa Fé do Araguaia.

Viveram tradicionalmente da agricultura, da caça de animais da região (caititu, anta) e principalmente da pesca. Atualmente, devido à pressão da colonização brasileira e da criação de uma dependência quanto aos bens dos não índios, acabam por comercializar uma parte dos produtos da pesca, artesanato, entre outras atividades comerciais.
Por: Jornal da Noticia

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