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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Primeiro crematório de MT deve ser instalado em Cuiabá em 2015

Os mato-grossenses devem ter a opção de cremar os corpos dos familiares a partir de 2015 em um crematório que deve ser instalado no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá. Depois de oito anos, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) concedeu a licença ambiental necessária para colocar o projeto em prática. O custo para cremar um corpo deve ser de aproximadamente R$ 2 mil, de acordo com o representante de uma concessionária de serviços funerários, Nilson Martins Marques, que faz parte do projeto.
Com a concessão da licença ambiental, a Sociedade Matogrossense de Empreendimentos (Somatem), responsável pela implantação do crematório, deverá aguardar a emissão do alvará da prefeitura da capital para dar início à obra, que deve ser concluída em, no máximo, 40 dias, como explicou Marques.

Por questões culturais, segundo ele, ocorre poucas cremações no Brasil. "Está aumentando o número de cremações porque está ficando mais popular. Quando alguém conhecido é cremado aumenta o índice e vai se tornando mais popular", avaliou. De certo modo, o incentivo à cremação ocorrerá por meio dos planos funerários. No Brasil, somente 2% dos corpos são cremados, enquanto nos Estados Unidos esse percentual ultrapassa a 50%.
De acordo com ele, antes de morrer, a pessoa pode optar pela cremação e, depois, a decisão caberá aos familiares. Em caso de morte violenta, é preciso o aval das autoridades competentes, pois depois pode ser necessária a utilização do corpo para identificar a causa da morte, através de exames periciais.

A instalação do crematório custará pelo menos R$ 2,5 milhões. Além do forno, cuja temperatura chega a 900ºC durante a cremação, o local deve contar com um espaço para que os familiares possam dar o último adeus ao morto. "O velório ocorre normalmente. É feita a despedida e o corpo vai para uma geladeira, onde permanecer por até 15 dias, por segurança, já que alguém pode pedir exame de DNA", disse Nilson Marques.
No entanto, se os familiares pedirem urgência na cremação, será cobrado 20% a mais pelo serviço. As cinzas devem ser entregues em uma caixa aos parentes. Mas, existem casos, de familiares que preferem não pegar as cinzas. "No crematório de São Paulo, as cinzas são jogadas nos pés das árvores", contou. Segundo ele, em Marília, onde também deve ser instalado um crematório, deve ser plantada uma árvore para cada pessoa cremada no local e as cinzas devem 'adubá-las'.

Concessão de licença

A licença para a construção do crematório foi requerida à Sema em 2007, porém, uma série de documentos foram solicitados para comprovar que o projeto não iria causar danos ao meio ambiente. O projeto foi elaborado por um arquiteto do Rio Grande do Sul e deve passar por algumas modificações. No ano passado, os representantes da Somatem e das concessionárias participaram de uma reunião com o secretário de Meio Ambiente, José Lacerda.


Nessa reunião, ficou decidido que o processo anterior seria cancelado e os interessados dariam entrada em um novo pedido de licença ambiental e essa solicitação teve aval da Sema.

Pollyana AraújoDo G1 MT

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