sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Partido Militar busca assinaturas em MT; sigla vai defender pena de morte

Um grupo de PMs oficializou, na tarde desta quarta (21), a fundação do Partido Militar Brasileiro (PMB) em Mato Grosso. O grupo ainda precisa coletar 7,2 mil assinaturas para garantir a legalização da sigla que se apresenta com número 99. O ato político foi realizado na Loja Maçônica Grande Oriente do Brasil, em frente ao Hospital do Câncer, na avenida do CPA.
Uma das metas do PMB é atrair para sigla militares que já ocupam cargos políticos. Em Mato Grosso, o partido busca atrair o ex-vereador por Várzea Grande e deputado estadual diplomado Pery Taborelli. O parlamentar é coronel da PM e atualmente está na reserva.

A direção nacional do PMB, que é o 35º partido organizado no Brasil, defende medidas polêmicas. Entre as principais propostas estão a redução da maioridade penal, a liberação do porte de armas, a instituição da prisão perpétua e até mesmo pena de morte para crimes hediondos.

Em Mato Grosso, a direção do PMB busca amenizar a polêmica. O secretário-geral da legenda, tenente Jamil Amorim de Queiróz, afirma que a discussão ainda não aconteceu no âmbito estadual. “Não queremos polemizar. Queremos apenas trazer nossa contribuição para a igualdade social. Por isso, avaliamos a participação nas eleições de 2016”, disse. O presidente estadual do PMB, coronel Leovaldo Sales, não compareceu no ato político realizado hoje. O PM da reserva alegou motivos de saúde para não prestigiar o evento.


A legislação veda a organização política de militares da ativa. Por isso, o PMB será formado por reservistas e familiares de integrantes das PMs, Corpo de Bombeiros e das Forças Armadas. Entre os apoiadores do PMB em Mato Grosso está o major Vanderson Nunes. O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar declarou que a sigla não defende a volta da ditadura militar como foi divulgado em setores da mídia. “O partido é de centro-direita e nasceu para combater a corrupção e resgatar o civismo na sociedade brasileira”, concluiu.

Por: RD News

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