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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Circuito de milho analisará eficiência de biotecnologias em lavouras de MT

Neste ano, a 2ª edição do Circuito Tecnológico – Etapa Milho em Mato Grosso começará duas semanas mais cedo que em 2014 e ocorrerá do dia 6 a 12 de abril. O período foi antecipado para que a equipe que visita as propriedades possa verificar de forma mais eficiente se as biotecnologias embarcadas nas cultivares de milho estão cumprindo seu papel na resistência a pragas, de acordo com o gerente técnico da Aprosoja, Nery Ribas.

O gerente destaca que a Embrapa Milho usará informações de padrões internacionais para medir exatamente a eficiência usada na biotecnologia das plantas de milho, que devem ser resistentes a pragas como a lagarta do cartucho. “O que vem ocorrendo é que esse patamar prometido por quem vende, não tem alcançado os objetivos finais. Não tem evitado que essa praga apareça e permaneça. O que o produtor tem notado nos últimos anos é que baixa essa eficiência”, afirma Ribas, durante a coletiva de lançamento do Circuito Tecnológico, na tarde desta quarta-feira (1º).

No ano passado, a Aprosoja/MT cobrou explicações de quatro multinacionais que comercializam sementes de milho transgênico para que se manifestassem sobre os problemas apresentados pela tecnologia transgênica de milho Bt, como a queda de resistência às pragas.

Serão visitadas 150 fazendas por quatro equipes que aplicarão questionários aos proprietários e coletarão materiais da lavoura também. A estimativa é de que ocorram oito coletas ao dia em lavouras de milho a cada 10 quilômetros de distância. “Com isso vamos obter informações estratégicas e preciosas sobre o potencial produtivo, pragas, infraestrutura, além de estimar o que vem pela frente com relação ao milho e assim poder buscar as melhores políticas públicas para o agronegócio”, diz o presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk.

A semeadura de milho no Estado teve início nas últimas semanas de janeiro, paralelamente à colheita das lavouras de soja, e foi finalizada no dia 20 de março, chegando a uma área total de 2,9 milhões de hectares. A área é 8% menor que a área semeada no ano passado. A produção está estimada em 15,29 milhões de toneladas diante de 17,72 milhões de toneladas da safra passada, com uma produtividade que deve chegar a 86 sacas por hectare.

Em 2014, até o dia 26 de fevereiro – prazo da janela ideal de plantio -, haviam sido semeados 74,7% da área de milho do Estado. Em 2015, até esta mesma data, foram semeados 64% da área de milho do Estado, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com o maior atraso na finalização da semeadura, os produtores terão um risco maior no cultivo do cereal, o que pode gerar uma produtividade menor também.

“Daqui para frente, o clima se torna um fator muito importante para as lavouras de milho”, ressalta o gestor técnico do Imea, Ângelo Ozelame. Segundo ele, para o período de 31 de março a 7 de abril, estão previstos de 40 a 50 milímetros de chuva para todas as regiões de Mato Grosso, mas a partir da semana seguinte, de 8 a 15 de abril, a previsão é de um menor volume de chuvas na região sul do Estado, de acordo com dados do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).


As equipes serão formadas por técnicos da Aprosoja, da Embrapa Milho, idealizadores do evento, e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que é apoiador.

Amanda Sampaio Do G1 MT

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