Apesar da liminar judicial que considerou a greve como ilegal, estabelecendo multa de 100 mil reais dia, recurso usado pelo Governo do Estado para tentar não cumprir com a pauta de reivindicações, os servidores decidiram manter a greve.

“Nossa mobilização é nosso direito de lutar por nossas pautas e essa decisão é uma maneira de tentar coagir a categoria e não negociar. Essa não é a primeira vez e a categoria decidiu não recuar”, afirmou Daiane Renner, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran-MT (Sinetran-MT).

O Sinetran foi notificado nesta terça-feira(3) por volta das 16 horas, então realizou Assembléia Geral da categoria nesta quarta-feira(4), que decidiu manter a greve até o atendimento da pauta. “Não vamos ceder a essa pressão, a greve será finalizada com negociação. Estamos aguardando desde o dia 28 uma resposta à contraproposta protocolada pela categoria e recebida em mãos pelo Secretário-Chefe da Casa Civil. Nós sabemos o que sofremos na pele por não ter pessoal em número suficiente para atender a demanda do Detran em todo o Estado, sabemos a necessidade de termos mais servidores atendendo. E os 489 não são ainda o suficiente para completar o quadro necessário para dar um atendimento digno para a população, o que está sendo reivindicado é o mínimo para amenizar a situação”, comenta Daiane.

Na última quinta-feira(29), o Sinetran apresentou uma contraproposta ao Governo reivindicando que 70% do aprovados sejam nomeados ainda em 2015 e o restante em junho de 2016, contrapondo a proposta do Governo que era de chamar apenas 30 aprovados em novembro, 20 em 2016, 30 em 2017 e o restante em 2018, com várias condicionantes. “Vamos continuar firmes em nossa luta”, frisa Daiane.

Roberta de Cássia
Assessoria

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