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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Justiça Federal proíbe que BBom realize novos cadastros e bloqueia atividades da empresa


João Francisco de Paulo, dono da BBom
A juíza Luciana Laurenti Gheller, da 4ª Vara Federal de Goiânia, concedeu liminar nesta terça-feira (16) para suspender as atividades da empresa BBom, que agora está proibida de admitir novas cadastros. A magistrada determinou o bloqueio das contas da empresa BBom no dia 10 de julho por suspeita de pirâmide financeira.

A BBom se apresenta como empresa de marketing multinível, porém, uma força-tarefa feita pelo Ministério Público Federal em Goiás e outros congelou os bens das empresas Embrasystem (nomes fantasias BBom e Unepxmil) e BBrasil Organizações e Métodos e de seus sócios. Conforme a assessoria do MPF/GO informou, entre os bens bloqueados estão mais de 100 veículos, alguns de alto luxo – como Ferrari, Lamborghini e Mercedes, e mais de R$ 300 milhões em contas bancárias do grupo.

“O nosso objetivo é evitar novas vítimas. O consumidor precisa ficar atento, principalmente com a proliferação desses esquemas com a ajuda da internet e das redes socais, bem como dessas promessas de ganho de muito dinheiro sem ter que vender um produto ou serviço real”, explicou a procuradora da República Mariane Guimarães.

Além de a liminar congelar todas as atividades da BBom, a juíza Luciana Gheller ainda determinou que as empresas publiquem em seus sites o comunicado: “Por ordem da Justiça Federal, a BBom está impedida de receber a adesão de novos associados, seja através de seus sites, seja através dos sites de seus associados, bem como de receber as mensalidades cobradas dos associados já admitidos no sistema" .

Sistema de pirâmide

Segundo repassado pelo MPF/GO, o caso da BBom soma-se a outras investigações de pirâmides financeiras pelo país, resultado do trabalho da força-tarefa nacional dos Ministérios Públicos. O maior exemplo recente noticiado pelo Olhar Jurídico sobre casos de pirâmide financeira foi o da “TelexFree”. Investigações, inclusive, apontam que a BBom tem negócios com a Telexfree. As duas pirâmides teriam realizado transações com pessoas em comum, “o que fortalece os indícios da relação de continuidade entre as empresas”, destacam os procuradores.

Conforme divulgado pelo portal Ig Economia, o faturamento da BBom disparou de cerca de R$ 300 mil ao longo de 2012 para R$ 100 milhões em março de 2013. A empresa foi lançada em fevereiro de 2013 e, desde então, atraiu quase 300 mil associados com campanhas que exaltam os ganhos expressivos de seus melhores revendedores.

 

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