sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Depois de 42 anos na política, o deputado federal Júlio Campos (DEM-MT) fez nesta quinta-feira (11) sua despedida do Legislativo e da vida pública. Aos 68 anos, o democrata não tentou se reeleger nas eleições de 2014 e encerra o mandato dizendo ter “a consciência de dever cumprido ao passar muitos anos de sua vida em defesa dos interesses de Mato Grosso”.

Em discurso de quase de meia hora no plenário da Câmara Federal na tarde desta quinta, com sucessivas homenagens de colegas, Júlio Campos enfatizou projetos e obras que realizou no estado nos cargos que ocupou ao longo desse período. Foram 12 anos somente na Câmara e oito no Senado Federal, além do cargo de prefeito de Várzea Grande (1973 a 1977), cidade na região metropolitana de Cuiabá, governador de Mato Grosso (1983-1986) e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre 2002 e2007.

“Deixo conscientemente marcas indeléveis nesta minha passagem de mais de 40 anos na vida pública. Mas devo ressaltar que minha atuação está necessariamente ligada ao meu empenho e compromisso em todos os cargos que ocupei na atividade política em busca de combater as injustiças e as mazelas sociais do país”, garantiu.

Sem críticas ou declarações sobre alguma questão polêmica, o parlamentar tomou como base em seu discurso a origem política herdada pelo pai e as “benfeitorias” que, segundo ele, a família Campos realizou em cada cargo que ocupou.  “Eu nasci em uma família tradicional de políticos, e muito cedo já observava e acompanha meu pai, Júlio Domingos de Campos, então vereador, e, em 1951, prefeito de Várzea Grande. Era muito comum me encontrar nas fotos das solenidades políticas. Até parece que eu havia nascido predestinado para esta missão, pois ainda muito pequeno eu já sonhava em ser prefeito de e governador”, contou.


Apesar de vários integrantes da família Campos exercer cargos públicos por mais de meio século, nenhum deles será detentor de mandato eletivo em 2015. O senador Jayme Campos, irmão de Júlio Campos, também não disputou à reeleição e vai encerrar o mandato este ano. Jayme iria se candidatar novamente ao Senado nas eleições de outubro, mas divergências no partido ao qual é filiado, o DEM, o levaram a desistir de concorrer. Ele chegou a registrar a candidatura, mas foi substituído por outro candidato.

Kelly MartinsDo G1 MT

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