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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

MT está pronto para combater Ebola

Mato Grosso foi o segundo estado a adquirir uma “maca-bolha”, Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) com capacidade de isolamento, trajes especiais e outros equipamentos de contenção contra o vírus Ebola e outras doenças infecto contagiosas. Os materiais custaram aproximadamente R$ 450 mil.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (SES), além de Mato Grosso, apenas São Paulo já possuí os equipamentos de contenção.

Além da maca-bolha a SES adquiriu luvas, trajes e também instalou um leito de isolamento no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. O leito custou aproximadamente R$ 101 mil. Todo o material saiu por R$ 456 mil.

A maca-bolha isola a vítima dentro de uma redoma de plástico. Ela tem um filtro de ar e entradas para administração de soro, medidor de batimentos cardíacos e entre outros equipamentos. Ou seja, ela é preparada para isolar o paciente dos profissionais da saúde enquanto eles realizam o tratamento imediato.

A maca pode ser utilizada em dois casos quando o paciente precisar ser isolado dos profissionais da saúde, como quando há suspeitas de doenças infecto contagiosas de alto risco (como ebola, febre do Nilo e meningite) ou quando o paciente precisa ser isolado do ambiente externo por conta do risco da própria saúde.

Na tarde desta segunda-feira (15), os profissionais da SES, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) participaram de um treinamento no Hospital Metropolitano, referência no tratamento de Ebola no Estado. Hoje, a equipe participará de uma nova simulação no aeroporto Marechal Rondon para calcular o tempo de atendimento e aprender o procedimento padrão.

Conforme o superintendente de vigilância em Saúde de Mato Grosso, Juliano Silva Melo, a aquisição faz parte do cronograma nacional do Plano de Contingência de doenças infecto contagiosas de alto risco.

Segundo Melo, como Ebola é uma doença controlada no país, o plano de contingência se baseia, principalmente, no transporte dos pacientes suspeitos para os centros especializados de tratamento. “Como o nosso cenário é específico, não exige um número maior de macas ou leitos de isolamento”.

Conforme Melo, toda a suspeita de Ebola ou doenças similares deve ser imediatamente comunicada a SES. “Independentemente da cidade, o protocolo determina que nós enviemos a maca-bolha e uma equipe especializada para buscar este paciente e trazê-lo imediatamente ao Metropolitano. Se o paciente estiver em alguma cidade longe da Capital, nós devemos enviar uma equipe através de um taxi aéreo.”

De acordo com o superintendente, de acordo com o protocolo nacional de contenção, os pacientes com suspeita de Ebola não devem ficar no Estado por mais de seis horas. “O paciente é trazido para o Metropolitano e em seguida enviado para o instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas no Rio de Janeiro (RJ), ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)”.


De acordo com a SES, existe uma exceção quando o paciente não tiver condição de saúde para encarar a viagem para o Rio de Janeiro. Nesses casos, ele deve ser mantido no leito de isolamento do Metropolitano e uma equipe do Ministério da Saúde será deslocada até o local para avaliar o caso.

Por: Diário de Cuiabá

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