terça-feira, 24 de março de 2015

Estado atingiu o maior índice vacinal do país em 2014

Mato Grosso, estado brasileiro que detém o maior rebanho de bovinos do país, encerrou 2014 com o melhor índice de cobertura vacinal contra a febre aftosa registrado no país. Conforme dados divulgados ontem pelo Ministério da Agricultura, Pecuária a Abastecimento (Mapa) o percentual de animais imunizados contra a doença foi de 99,61%. De um efetivo de 28,48 milhões de cabeças (inclusive bubalinas), 28,37 milhões receberam dose da vacina.

O Estado possui status de zona livre de febre aftosa com vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O último caso da doença ocorreu há mais de 19 anos.

No país inteiro, o percentual de imunização foi de 97,84%. Como ressaltam os técnicos do Mapa, os serviços veterinários oficiais de cada estado persistem na busca por vacinar 100% de seus animais, mesmo após o período regular das campanhas, com atendimento assistido para comprovar a aplicação da dose.
O segundo estado com maior plantel de bovinos é Minas Gerais, com mais de 23,5 milhões de animais, que alcançou cobertura de 97,22. Goiás vacinou 99,6% dos 21,3 milhões de cabeças de gado. Já o Mato Grosso do Sul, com 21 milhões de animais, imunizou 99,26%.

A febre aftosa é atualmente a maior ameaça econômica para os países que dependem das exportações de carnes bovinas e seus derivados. É a principal ‘doença comercial’. Segundo o OIE, a febre aftosa é uma doença pertencente à lista A, ou seja, é uma doença transmissível possuindo um potencial de difusão muito sério e muito rápido, independente das fronteiras nacionais, trazendo consequências sócio-econômicas graves, de maior importância no comércio internacional de animais e produtos de origem animal.

A campanha contra a aftosa é realizada em duas etapas no país, uma em maio e a outra em novembro. Como destaca o Mapa, os resultados foram alcançados em esforço conjunto entre governo federal, governos estaduais e iniciativa privada para livrar o Brasil da doença.


O esforço de erradicação da doença é importante para a manutenção e abertura de novos mercados internacionais, que impõem barreiras sanitárias aos países onde a doença ocorre. Projeções do Mapa apontam que o Brasil será responsável por cerca de 45% do mercado mundial de carnes até 2020.

Escrito por Gazeta Digital 

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