quarta-feira, 27 de maio de 2015

Segundo dados do Detran, cidade de Confresa tem quase 04 motos para cada carro

Quem precisa dirigir pelas ruas a avenidas de Confresa, sente as dificuldades. Carros, motos, ônibus, ciclistas e pedestres dividem espaço, muitas vezes em ruas apertadas, com problemas de sinalização e de conservação. Além disso, tem o acréscimo de veículos que vem de outras cidades da região em busca de serviços, como atendimentos médicos.

O resultado, podemos observar no noticiário deste final de semana. Muitos acidentes, que por vezes terminam em mortes. Segundo a Polícia Militar, mais de 40% dos boletins registrados na cidade são oriundos de acidentes de trânsito. E a explicação para isto pode estar nos números.

Segundo o Detran (departamento estadual de trânsito) Confresa tem um carro para cada quatro motos. Em números exatos são 4.123 motos e 1.463 carros, de acordo com a última atualização disponibilizada pela instituição em janeiro deste ano. A frota de veículos emplacados em Confresa é de 7.948 veículos, incluindo ainda ônibus, caminhões camionetas, reboques, motonetas, dentre outros.
Para o economista Eliezer Soares, existe uma explicação lógica para tantas motos. "A facilidade, com pouco dinheiro é possível dar entrada e comprar uma. O que estamos vendo é uma substituição em massa, nos últimos anos, de bicicletas por motos. Prática, barata e com baixo consumo", destacou o economista, reforçando que por outro lado, o número elevado de motos acaba aumentando a quantidade de acidentes.

"Como é fácil comprar, muitas vezes o motorista não está habilitado. É mais caro tirar uma CNH, do que comprar o veículo, e assim temos muitas pessoas sem noções básicas de direção defensiva no trânsito", destacou Soares. Mas se a população economiza com as motos, o governo acaba gastando mais.

Isso, porque os acidentes custam caro. O resgate, o atendimento médico e o processo de recuperação. Leandro Kervalt é um dos colaboradores da Agência da Notícia, e recentemente acabou se envolvendo em um acidente de trânsito.

"Foi no Jardim Planalto, e aconteceu devido a má-conservação da rua, fui fechado e cai de moto", contou Kervalt. A queda que parecia simples acabou quebrando sua clavícula e um dedo, teve que passar por uma cirurgia, ficou 20 dias internado, afastado do emprego, além do processo de recuperação, que durou mais de três meses.


"Só com remédios gastei mais de R$ 700 e o mais revoltante é saber que a rua hoje, está do mesmo jeito", concluiu Leandro.

Por: AMZ Noticias

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